segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Enfim 2019



Confira abaixo algumas datas relevantes que completam aniversário fechado (5, 10, 15, 20... anos) em 2019.
Essas datas costumam ser usadas para definir questões em vestibulares e concursos.




115 anos (1904)
Março - Se inicia a Guerra Russo-Japonesa
31 de Outubro - O Congresso brasileiro aprova a Lei da Vacina Obrigatória.
10 de Novembro - Eclode a Revolta da Vacina no Rio de Janeiro.
Fim da disputa entre o Brasil e a Inglaterra pela posse de Roraima.

105 anos (1914)
Sedição de Juazeiro, no Ceará, leva a família Acioly de volta ao poder.
28 de julho - Início da Primeira Guerra Mundial.
Dezembro - Trégua de Natal - A maior trégua da história das guerras.

100 anos (1919)
28 de Junho - Assinado o Tratado de Versalhes durante a Conferência de Paz de Paris.

95 anos (1924)
5 de julho — Tenentismo (Brasil): Revolta Paulista de 1924, militares em São Paulo organizam um levante para depor o Presidente Artur Bernardes.
21 de janeiro — Morre Vladimir Lenin, revolucionário e Chefe de Estado Russo de 1917 a 1924 (n. 1870).

90 anos (1929)
11 de Fevereiro - Tratado de Latrão no qual a Itália reconhece a soberania da Santa Sé sobre o Vaticano, declarado Estado soberano, neutro e inviolável.
29 de Outubro - Terça-Feira Negra marca o início da Grande Depressão.

85 anos (1934)
16 de Julho - Promulgada a Constituição brasileira de 1934.
Adolf Hitler inicia o regime nazista na Alemanha.

80 anos (1939)
23 de Agosto - Celebração do pacto Ribbentrop-Molotov, entre a Alemanha Nazi e a União soviética
1 de setembro - Início da Segunda Guerra Mundial.
27 de Dezembro - Estado Novo: Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, pelo Decreto-lei nº 1.915, que serviria como instrumento de censura e propaganda do governo durante o Estado Novo.

75 anos (1944)
6 de Junho - Segunda Guerra Mundial: Os Aliados invadem a Normandia como parte da Operação (Dia D) para libertar a França dos Alemães.

70 anos (1949)
4 de abril — Criada a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO).
29 de agosto — A União Soviética testa sua primeira bomba nuclear.
7 de setembro — A República Federal da Alemanha é oficialmente fundada.
1 de outubro — Criada a República Popular da China.

65 anos (1954)
5 de Agosto - Atentado da rua Tonelero: Resulta no assassinato do major Rubens Florentino Vaz, da Força Aérea Brasileira (FAB),
24 de Agosto - No Palácio do Catete, Getúlio Vargas suicida-se com um tiro no coração. O vice Café Filho torna-se o 18º Presidente do Brasil.

60 anos (1959)
Revolução Cubana.

55 anos (1964)
1 de abril - João Goulart, presidente do Brasil é derrubado pelos militares, sendo sucedido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli
12 de outubro - Leonid Brejnev sucedeu Nikita Khrushchov como secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética

50 anos (1969)
20 de julho - Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar a Lua, como comandante da missão Apollo 11.
15, 16 e 17 de agosto - Aconteceu nos Estados Unidos o Festival de Woodstock, considerado o maior festival de rock and roll de todos os tempos.
29 de outubro - Primeira mensagem é enviada pela ARPANET, O precursor da Internet, Essa data é considerada o nascimento da internet.
30 de outubro - Emílio Garrastazu Médici toma posse como presidente do Brasil, sem eleições diretas.

45 anos (1974)
15 de março - O General Ernesto Geisel substitui o General Emílio Garrastazu Médici no cargo de presidente do Brasil.
25 de abril - Revolução dos Cravos em Portugal depõe a ditadura.

40 anos (1979)
15 de março - O general João Baptista Figueiredo substitui o general Ernesto Geisel no posto de presidente do Brasil.
4 de maio - Margaret Thatcher se torna a primeira mulher a ser primeira ministra do Reino Unido

35 anos (1984)
25 de janeiro - No dia do aniversário de São Paulo ocorre na Praça da Sé um grande comício das Diretas Já.
25 de abril - A Emenda Dante de Oliveira, que previa o restabelecimento de eleições diretas para presidente do Brasil é rejeitada pelo Congresso Nacional.

30 anos (1989)
5 de fevereiro – Retirada da União Soviética do Afeganistão
27 de abril - na República Popular da China, grandes manifestações ocorrem na Praça da Paz Celestial em Pequim.
20 de maio - Fundação da cidade de Palmas, capital do estado do Tocantins, Brasil.
9 de novembro - Queda do Muro de Berlim.
17 de novembro - Explode a Revolução de Veludo na Tchecoslováquia.
3 de dezembro - Encontro dos presidentes George H. W. Bush e Mikhail Gorbachev. Anúncio do fim da Guerra Fria.
25 anos (1994)
2 de Janeiro - O Paquistão e a Índia iniciam conversações sobre a disputa territorial de Caxemira.
16 de Fevereiro - Acusando a República da Macedónia de usurpar um nome historicamente grego, a Grécia inicia um bloqueio comercial contra a ex-república jugoslava. à ATENÇÃO, ISSO FOI SOLUCIONADO EM 2019, DIA 25 DE JANEIRO.
26 de Abril - Primeiras eleições multirraciais na África do Sul.
Nelson Mandela assume presidência, é o primeiro presidente negro da África do Sul.
1 de Julho - Entra em circulação no Brasil o Real, moeda em circulação no país até os dias de hoje.

20 anos (1999)
1 de Janeiro - O Euro começa a ser usado em transações electrónicas, em onze países membros da União Europeia,
Estados Unidos passa o controle do Canal do Panamá para seu país (Panamá).

15 anos (2004)
24 de janeiro - Criada a rede social Orkut (Site de relacionamentos do Google).
4 de fevereiro Foi criada a rede social Facebook.
15 de fevereiro - Foi criado o site de compartilhamento de vídeos em formato digital YouTube.
27 de março - Ocorre o Furacão Catarina
26 de dezembro - Um terremoto no Oceano Índico, seguido de Tsunamis provoca a destruição nos países do Sudeste Asiático.

10 anos (2009)
14 de janeiro - A economia da República Popular da China supera a economia da Alemanha e torna-se a terceira maior economia do mundo

5 anos (2014)
Crimeia faz referendo a população apóia a "independência" da Ucrânia e pede anexação a Rússia.
No Brasil, é deflagrada pela Polícia Federal a Operação Lava Jato, mais conhecida como Petrolão ou Escândalo da Petrobras.
Escócia rejeita separação do Reino Unido em plebiscito.
EUA e Cuba retomam relação após cinco décadas.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Aula 19/2018 - Vai uma pitatinha de plástico aí???


MATERIAL DA AULA


TEXTO 1 – FATO MOTIVADOR - MICROPLÁSTICOS ESTÃO PRESENTES EM SAL DE COZINHA, INDICA PESQUISA
Entre 39 marcas, apenas três não apresentaram vestígios de microplásticos
Nas casas, nos estabelecimentos, nos esgotos e oceanos. E, de acordo uma pesquisa publicada no início de outubro na revista Environmental Science and Technology, nem mesmo o sal de cozinha que você consome todos os dias está fora dessa regra.
De acordo com o estudo, desenvolvido por pesquisadores sul-coreanos, mais de 90% do tempero que é vendido e consumido ao redor do mundo contém microplásticos. Isso significa que uma pessoa pode ingerir anualmente, em média, 2 mil microplásticos apenas desse tipo de fonte.
São chamados de microplásticos os resíduos degradados de plástico que medem menos de 5 milímetros. Entre as suas principais origens estão roupas de tecido sintético, escovas de dente, tintas e pneus. Quando degradados, essas partículas podem se tornar pequenas o bastante para contaminar as águas (até mesmo as filtradas) e, consequentemente, se infiltrarem na sua alimentação.
A pesquisa analisou 39 marcas vinda de 21 países da Europa, África, Ásia e Américas do Norte e do Sul. Destas, apenas três não apresentaram vestígios de microplástico: uma de Taiwan, outra da China e uma terceira da França.
Apesar de não revelarem os nomes das empresas, é notável no estudo que os sais mais “contaminados” são os da Ásia, uma das regiões mais poluídas do mundo, principalmente os da Indonésia.
“Os achados sugerem que a ingestão humana de microplásticos por produtos marinhos está fortemente conectada com as emissões de plástico em determinada região”, afirma Seung-Kyu Kim, professor e coautor do estudo. “Para limitar nossa exposição aos microplásticos, são necessárias medidas preventivas como o controle da emissão de plásticos mal geridos no meio ambiente e, mais importante, a redução do desperdício de plástico.”
Além disso, concluiu-se que os sais derivados da água do mar contém os maiores níveis de contaminação. Isso porque o processo de produção do sal dessa fonte envolve a evaporação da água do mar, mas há pouco processamento, o que frequentemente deixa rastros de minerais e, agora, de plásticos.
A pesquisa foi feita em parceria com o Greenpeace do Leste Asiático.

TEXTO 2 – COMO O PLÁSTICO DOS OCEANOS CHEGA AO SAL DE COZINHA
Ao ser exposto a raios ultravioleta, ondas e o choque com areias e pedras, o plástico descartado nos oceanos se pulveriza em pequenos pedaços, chamados de microplásticos.
Este é o nome dado às partículas do material com menos de 5 milímetros de extensão. Os plásticos mais comumente produzidos pela indústria demoram séculos para se degradar na natureza, o que significa que uma garrafa atirada aos oceanos na década de 1960 provavelmente continua lá em 2017, mesmo que na forma de microplástico.
Por isso, o material está se acumulando nas águas, e cada vez mais rápido: em 1964 a humanidade produzia 15 milhões de toneladas de plástico, em 2014 foram 311 milhões. Em um artigo publicado em abril de 2017 na revista de divulgação científica Nature, pesquisadores malasianos, franceses e britânicos buscaram entender se grãos de microplástico podem ser encontrados em meio ao sal de mesa que consumimos. Os cientistas estão ligados à Universidade de Putra Malásia, Universidade de Monash Malásia, e Universidade de Exeter, no Reino Unido. Eles analisaram 17 marcas de sal industrial em oito países. Em 16 delas foram encontrados grãos de plástico. Quando ingeridos, microplásticos podem causar pequenos ferimentos internos. A digestão também libera os poluentes carregados dos oceanos.
A pesquisa ressalta que foi encontrada uma proporção tão pequena do material nas amostras testadas que não há motivo para alarde. Mas recomenda que outros trabalhos busquem informações sobre a presença de partículas ainda menores do que as detectadas, assim como sinais do material em outros produtos aquáticos consumidos por humanos, como mexilhões e peixes. “A quantificação e caracterização dos tipos de microplástico em vários produtos marinhos pode ser necessária.” Como foi feita a pesquisa as 17 marcas de sal vieram de oito países: Austrália (duas marcas), França (seis), Irã (uma), Japão (uma), Malásia (duas), Nova Zelândia (uma), Portugal (três) e África do Sul (uma).
Os pesquisadores dissolveram 1kg de cada amostra de sal em água e em seguida a filtraram em membranas com minúsculos buracos de 149 micrômetros. Um micrômetro equivale a um metro dividido por um milhão, e pode ser representado pelo símbolo “µm”. Isso significa que apenas pedaços de plástico maiores do que 149µm foram filtrados e que pedaços menores do que isso não foram avaliados pela pesquisa. Em seguida, os cientistas separaram o plástico e analisaram as partículas com um microscópio. Depois separaram por forma e cor e fizeram uma nova análise com espectroscopia, uma técnica que observa como materiais emitem ou absorvem a radiação eletromagnética. Um grão de sal tem entre 0,035µm e 0,5µm.
A menor partícula de microplástico encontrada nas análises tinha 160µm, e a maior, 980µm. Os riscos do plástico A única amostra que não tinha nenhuma partícula de plástico foi a de uma marca francesa analisada. A que mais tinha era de uma marca portuguesa que participou da pesquisa, com dez partículas de microplástico por quilo de sal. Com base nessas informações, os pesquisadores estimaram que, ao consumir sal normalmente, uma pessoa poderia vir a ingerir, em um ano, até 37 micropartículas de plástico como as detectadas pelo trabalho. Apesar de o microplástico ter sido encontrado em quase todas as amostras, a quantidade e o tamanho das partículas são tão pequenas que não se pode afirmar que elas representem um risco para a saúde humana, avaliam os cientistas.
Eles ressaltam, no entanto, que é possível que pedaços ainda menores do que os detectáveis pelo filtro utilizado estejam presentes. Isso preocupa porque “pedaços menores poderiam ser mais facilmente transportados para órgãos e, dessa maneira, causar um grau maior de toxicidade” no organismo. A pesquisa também ressalta que o sal não é a única fonte de plástico consumida por seres humanos. O material foi encontrado anteriormente em moluscos e peixes, assim como na cerveja e até mesmo no mel. “Por isso, o consumo de longo prazo de vários produtos contendo microplástico pode ser um motivo para preocupação.
A presença de microplástico no sal, mesmo após este ter passado por processos industriais de filtragem, mostra como o material se tornou comum no oceano. O artigo ressalta que polipropileno e polietileno, usados em embalagens, por exemplo, estão entre as partículas mais obtidas após a filtragem realizada. Isso está de acordo com outros trabalhos que encontraram uma grande quantidade desse tipo de produto nas águas. Segundo o artigo, pode ser que a abundância no sal ocorra “devido à baixa densidade, que permite que [os pedaços de microplástico] flutuem na superfície da água e sejam prontamente direcionados a salinas.
Em adição, sua baixa densidade pode facilitar que sejam propagados ao serem suspensos no ar”. O fato de que diversos tipos de plástico flutuam gera enormes aglomerações do material na superfície da água. Há também concentrações visíveis. Uma das formações mais famosas de plástico flutuante é a Grande Porção de Lixo do Pacífico, que se forma entre a altura do Havaí e da Califórnia e se estende até a costa do Japão. Mas aglomerações do tipo podem ser encontradas em várias partes do mundo. Entre 2007 e 2013, uma equipe capitaneada pelo pesquisador Markus Eriksen realizou 24 expedições para obter dados sobre o plástico flutuante. O material foi coletado e concentrações na superfície, registradas. Eles estimaram que há no mínimo 5,25 trilhões de partículas de plástico flutuante que, juntas, pesam 269 mil toneladas. Um mapa interativo criado pela agência neozelandesa especializada em visualização de dados Dumpark permite visualizar os pontos de concentração.

TEXTO 3 – Rio de Janeiro é primeira capital brasileira a proibir canudos plásticos
O Rio de Janeiro é a primeira capital brasileira a banir o uso de canudos plásticos em quiosques, bares e restaurantes. O prefeito da cidade, Marcelo Crivella, sancionou o projeto de lei que proíbe a distribuição de canudinhos plásticos em estabelecimentos alimentícios.
A medida foi publicada no Diário Oficial da cidade do Rio nesta quinta-feira (5).  O projeto havia sido aprovado na Câmara Municipal no mês passado. Ainda falta determinar o prazo para a entrada em vigor da medida.
De autoria do vereador Jairinho (MDB), o projeto estipula multa de até R$ 3 mil aos estabelecimentos que descumprirem a lei, valor que pode ser multiplicado em caso de reincidência. Ao invés do plástico, o projeto determina o uso de canudos feitos de materiais biodegradáveis.
Segundo seu artigo primeiro, a lei sancionada “obriga os restaurantes, lanchonetes, bares e similares, barracas de praia e vendedores ambulantes do Município do Rio de Janeiro a usar e fornecer a seus clientes apenas canudos de papel biodegradável e/ou reciclável individualmente e hermeticamente embalados com material semelhante”.
Centenas de milhares de cariocas apoiaram a causa por meio de uma petição online criada pela ONG Meu Rio, apoiadora do projeto.
No mês passado, o governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, também sancionou uma lei que proíbe estabelecimentos comerciais, como supermercados de distribuir sacolas feitas com plásticos derivados de petróleo e que entrará em vigor em 18 meses.
Antes do Rio, o município de Cotia, em São Paulo, foi a primeira cidade brasileira a proibir a venda e distribuição de canudos plásticos. A lei, sancionada no mês de junho, obriga restaurantes, lanchonetes, bares e vendedores ambulantes a usarem e fornecerem a seus clientes somente canudos de papel biodegradável e ou reciclável.
As decisões vão ao encontro de um crescente movimento global de combate ao lixo plástico, um dos principais vilões da poluição marinha. Segundo a ONU, ao menos 50 países têm propostas nessa seara.

TEXTO 4 – Ilha no Pacífico tem a maior concentração de lixo plástico do mundo
Ao longo dos últimos anos, muitos dos problemas causados pela grande produção de lixo global fomentaram algumas soluções, e o cenário, que antes parecia ser uma questão sem interesse público, passou a ser – ainda que gradativamente – modificado. Longe dessa realidade, alguns lugares ao redor do mundo continuam a sofrer com o agravamento do problema, acabando submissos a condições execráveis de existência.
Localizada no meio do Oceano Pacífico, entre Nova Zelândia e Chile, a desabitada ilha Henderson, pertencente ao território ultramarino britânico Pitcairn, é o exemplo perfeito dessa situação. Segundo pesquisadores, o espaço de 3700 hectares é responsável pela maior concentração de lixo de plástico do planeta, com cerca de 17,6 toneladas do material.
Conforme destacou o estudo publicado na revista científica Proceedings of National Academy of Sciences, as areias da ilha reúnem de 21 a 671 itens plásticos por metro quadrado, distribuídos entre diversos tipos de objetos (embalagens, brinquedos, vasilhas, escovas de dente etc.). Em outras palavras, estima-se que existem aproximadamente 37,7 milhões de resíduos plásticos na ilha.
Lixo é despejado diariamente na ilha
Para explicar as razões que levaram Henderson a se tornar o maior “depósito” de lixo do material do mundo inteiro, pesquisadores de diversos países explicam que a ilha remota se localiza justamente no caminho de um vórtice de correntes marítimas conhecido como Giro do Pacífico Sul, responsável por carregar o lixo jogado de navios e de lugares como a costa oeste da América do Sul.
Para fazer os cálculos que levaram a essa conclusão, os especialistas limparam uma determinada parte da ilha para acompanhar de perto o acúmulo diário de lixo no local. Diante da experiência, a equipe confirmou que mais de 13 mil objetos chegam à Henderson dia após dia.
Fonte de alguns outros estudos, a pequena ilha está à mercê da comunidade internacional, que acredita que a maneira de reverter o cenário atual se passa na mudança de pensamento das pessoas sobre o uso do material.

TEXTO 5 – O gigante “mar de plástico” na costa de Honduras
Um mar composto de escovas de dentes, garfos, colheres, pratos e garrafas de plástico. Essa é a imagem que a fotógrafa e ativista britânica Caroline Power captou entre as ilhas de Roatán e Cayos Cochinos, no Caribe hondurenho. “Foi devastador ver algo que me importa tanto sendo lentamente assassinado e asfixiado”, disse ela ao jornal britânico The Telegraph.
“Isto precisa parar, pensem no seu cotidiano. Como você levou para casa a comida que sobrou na última vez que você foi a um restaurante? É provável que [a embalagem] fosse de isopor, servida com um garfo de plástico, e depois colocada numa sacola de plástico”, escreveu Power no Facebook. A publicação, feita em 16 de outubro, já foi compartilhada mais de 2.770 vezes e recebeu mais de 1.100 reações nessa rede social.
A fotógrafa, especializada em imagens submarinas, contou ter feito a descoberta durante uma viagem de mergulho a ilhotas conhecidas por mal superarem o nível do mar, permitindo assim a exploração de áreas “intocadas”. “Observar o lixo e os refugos foi devastador”, disse a fotógrafa.
A organização ambientalista Blue Planet Society disse que esse “mar de plástico” se formou por causa do lixo arrastado da Guatemala para a costa hondurenha pelas águas do fronteiriço rio Motagua. Nos últimos três anos, os dois países vêm tendo atritos por causa da contaminação desse curso hídrico.
“O Governo de Honduras lamenta que, apesar das diversas abordagens ao Governo da Guatemala e dos esforços realizados, estes não tenham sido suficientes (...) e ainda não se vejam resultados concretos e evidentes”, afirmou a secretaria hondurenha de Relações Exteriores em nota no último dia 23.
O Governo de Honduras exigiu a mitigação dos danos e uma indenização pelo “investimento realizado”. Já o presidente guatemalteco, Jimmy Morales, declarou ao jornal Prensa Libre que conversou com seu homólogo hondurenho sobre as tarefas necessárias para combater o problema, mas que estas “ainda não foram definidas”.
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