domingo, 6 de março de 2016

Aula 04/2016 - Redes sociais e tecnologia



TEXTO 1 – FATO MOTIVADOR – POLICIA X EMPRESAS DE TECNOLOGIA
A Polícia Federal prendeu preventivamente na manhã de hoje (1/3/2016)  vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Dzodan. Ele foi preso enquanto ia para o trabalho, no bairro Itaim Bibi, zona sul da capital paulista.
Segundo a PF, a rede social descumpriu ordens judiciais que exigiam a liberação de informações presentes na página. Os dados seriam usados na produção de provas de investigações ligadas ao crime organizado e ao tráfico de drogas, que tramitam em segredo de justiça no Juízo Criminal da Comarca de Lagarto, em Sergipe. O pedido de prisão foi feito pelo juiz Marcel Maia Montalvão.
Diego Dzodan é argentino e mora no Brasil. Ele prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde permanecerá preso à disposição da Justiça.
Mais cedo, o juiz Marcel Montalvão informou que o processo corre em segredo de justiça e a única informação que pode ser divulgada no momento é que se trata de um processo de tráfico de drogas interestadual, em que a Polícia Federal solicitou ao Juízo a quebra do sigilo de mensagens trocadas no WhatsApp.
A PF já havia feito três pedidos à empresa Facebook, que não liberou as conversas solicitadas. Diante das negativas, o juiz determinou uma multa diária de R$ 50 mil. Mesmo assim, o Facebook não atendeu ao pedido de liberação das conversas. A multa diária foi, então, elevada para R$ 1 milhão e, ainda assim, a empresa não cumpriu a determinação judicial de quebra do sigilo das conversas do aplicativo WhatsApp.
Como as determinações judiciais foram descumpridas, Montalvão decretou a prisão do responsável pela empresa no Brasil, usando como argumento o fato de ele impedir a investigação policial, com base no Artigo 2º, da Lei 12.850/2013.

TEXTO 2 – UMA HISTÓRIA DE PROBLEMAS COM O ACESSO À INFORMAÇÃO – SNOWDEN E ASSANGE     
O Wikileaks voltou a suas aventuras. Acaba de anunciar a divulgação de meio milhão de mensagens e outros documentos secretos do Ministério de Assuntos Exteriores da Arábia Saudita, entre eles e-mails trocados com outros Governos, e também relatórios confidenciais do Ministério do Interior e dos serviços de inteligência.
Em seu comunicado, o Wikileaks recorda que a publicação coincide com o terceiro aniversário da reclusão de seu fundador, Julian Assange, na embaixada do Equador em Londres. Assange se asilou para evitar ser extraditado para a Suécia, onde enfrenta um julgamento pelo abuso sexual de duas mulheres (Assange nega as acusações).
Outro que faz aniversário é Edward Snowden, o funcionário contratado da CIA que divulgou uma montanha de informações secretas dos Estados Unidos. Há dias as revelações completaram dois anos e Snowden publicou um artigo no The New York Times, celebrando suas conquistas. Nele, recorda que os vazamentos levantaram um intenso debate que forçou o Governo norte-americano a impor limites à espionagem eletrônica indiscriminada rotineiramente efetuada pela Agência Nacional de Segurança, a NSA.
Desde 2013, instituições de toda a Europa declararam ilegais as operações desse tipo e impuseram restrições a atividades similares no futuro, disse Snowden, que conclui assim: “Somos testemunhas do nascimento de uma geração pós-terror que rechaça uma visão de mundo definida por uma tragédia específica. Pela primeira vez desde os ataques de 11 de Setembro, vemos a possibilidade de a política se afastar da reação e do medo e se mover para a resiliência e a razão”.
Pode ser. E comemoro que a NSA e outros espiões norte-americanos agora tenham mais restrições para ler meu e-mail ou saber com quem me comunico. E que a luta para proteger minha privacidade das intromissões do Governo dos Estados Unidos e de algumas democracias europeias tenha conseguido algumas vitórias. Mas me preocupam mais as ameaças cibernéticas a minha privacidade que emanam da Rússia, da China e de outros regimes autoritários que as que vêm de Washington.
Nos mesmos dias em que Snowden publicou seu artigo, soube-se que piratas cibernéticos invadiram os sistemas do departamento de pessoal do Governo dos Estados Unidos e roubaram informações detalhadas de pelo menos quatro milhões de funcionários federais. Os arquivos roubados incluem dados pessoais e profissionais que os funcionários são obrigados a revelar para ter acesso à informação confidencial do Governo.

TEXTO 3 – ERA DOS CIBERATAQUES
São Francisco - Hackers têm destruído mais dados corporativos ou criptografados em troca de resgate em vez de simplesmente destruí-los, disse uma grande empresa de cibersegurança.
A FireEye, mais conhecida pelas investigações conduzidas por sua unidade Mandian, disse em relatório sobre tendências ao longo do ano passado que o chamado sequestro de dados afligiu centenas de empresas, além de clientes.
Menos comumente, hackers têm usado ferramentas destrutivas como as que temporariamente inutilizaram redes da Sony e que também afetaram a Sands Las Vegas, disse a FireEye.
"Eu definitivamente não caracterizaria isso como comum, mas é algo que estamos vendo mais", disse o vice-presidente da Mandiant, Marshall Heilman. "Há mais umas duas empresas vítimas que não foram a público".
Heilman também disse que ataques chineses diminuíram como porcentagem dos casos em que a Mandiant está trabalhando, embora isso possa ser amplamente devido aos ataques da Rússia e outros locais estarem se tornando mais comuns.
EUA e China fecharam acordo de cooperação em 2015 para reduzir a ciberespionagem e empresas de segurança observaram queda, ou pelo menos transição, nas operações da China.

TEXTO 4 – REDES SOCIAIS: USANDO BEM, QUE MAL TEM?
 Alguns estudos dizem que as redes sociais nos impelem a comprar demais, que nos causam depressão, facilitam o assédio de criminosos, que são nocivas e nos viciam etc. Ou seja, podemos evitar tais transtornos usando as redes de maneira responsável e construtiva. Se analisarmos cada uma destas questões, veremos que, às vezes, o que acontece na verdade é resultado do mau uso que faze-mos as redes. 
Orkut virou motivo de chacota e desprezo, um ótimo exemplo de como podemos fazer uma rede social ser um sucesso ou um tremendo fracasso dependendo da forma como a utilizamos.
Mas, o problema está na rede? Na grande maioria das vezes, não. Sem levar em conta os problemas de administração ou técnicos que vez ou outra acontecem, ­ algo que é muito normal, na minha humilde opinião ­ ainda precisamos aprender a usar melhor o que temos nas mãos.
As redes oferecem ferramentas para termos uma experiência agradável, divertida e útil. Quem vai estragar tudo ou aproveitar da 
melhor forma possível somos nós.
Este turbilhão de novidades tecnológicas cresce a cada dia, mas nosso bom senso e cautela para utilizá­los não estão evoluindo na mesma proporção.
O fato é que, por melhores que sejam os recursos disponíveis, onde existe esta diversidade de pessoas sempre haverá perigos e problemas. Entrar na rede social acreditando que será um mundo cor de rosa é pura ilusão. Nada é perfeito. Mas utilizando bem, que mal tem? Os benefícios são muitos. Felizmente, temos à nossa disposição ferramentas como o bloqueio, exclusão, canal de denúncias e mais uma infinidade de meios para nos livrarmos do que não nos agrada. Coisas que no mundo aqui fora, infelizmente nem sempre são possíveis.
Podemos escolher o que vamos postar, com quem vamos falar, que leitura iremos fazer etc.
Ter problemas ou alegrias vai depender da forma como vamos utilizá­las.
As redes sociais são ótimos canais para fazer amizades, divulgar nossos trabalhos, trocar experiências, rir, ajudar. Enfim, existe muita utilidade neste meio. Cabe a nós utilizá­las a nosso favor e separar o joio do trigo.
O que pode ser tedioso para você, talvez seja divertido para mim, então o nível de satisfação será sempre diferente. E, o nível de segurança geralmente depende da nossa conduta.
Nunca teremos redes sociais 100% seguras ou como desejamos, até porque, existe também a questão de gosto pessoal que gostaria de sugerir é que façamos a nossa parte, nos comportando de maneira adequada, ou seja, respeitosa e educada, ter cautela e bom senso. Assim, poderemos aproveitar o que as redes sociais têm de bom. E não ficar se estressando desnecessariamente por causa do comportamento alheio ou porque alguma opção de uso não está de acordo com sua preferência.

TEXTO 5 – A NOMOFOBIA
Ansiedade, perda de contato com pessoas próximas, sentir-se mais feliz na vida virtual que na realidade, se preocupar com as curtidas e compartilhamentos de uma foto, e deixar de aproveitar os momentos da vida para postar uma selfie são alguns dos sinais de que você está passando do limite. Uso abusivo do celular pode se tornar um transtorno psicológico, chamado nomofobia, que pode desencadear em depressão, alertam os especialistas.
— Muita gente usa o celular o tempo todo, mas ainda tem o controle da situação. Quando ela coloca em risco alguma atividade que faz ao usar o celular, quando não consegue se concentrar em outras atividades por estar focada no que está acontecendo no aparelho, aí já pode ser um problema.
O pesquisador do Instituto Delete, empresa dedicada a orientar e informar à sociedade sobre o uso consciente das tecnologias, Eduardo Guedes afirma que a principal causa para o abuso no uso do celular é a ansiedade.
— Muitas pessoas usam o celular como muleta, porque se sentem sozinhas, e veem o celular como companhia. São ansiosas, têm pânico, e o celular faz o contato com o mundo.
Para o pesquisador, o principal problema é a substituição da vida social pelas relações virtuais, e isso se torna um círculo vicioso, que se agrava cada vez mais.
— Tivemos uma paciente extremamente ansiosa que trocou o vício do cigarro pela tecnologia. Ela teve problemas pulmonares por causa do cigarro e trocou o vício. Ela começou a jogar a fazendinha do Facebook, mas o grau de dependência era tanto, que se ela tivesse problemas de conexão com a internet, ela ia para a LAN house mais próxima à casa dela para fazer a colheita na hora certa.
— As pessoas simplesmente não desligam o celular. Tem gente que dorme com o celular debaixo do travesseiro pra ver as mensagens durante a noite. Por isso, a alteração do padrão do sono também se caracteriza como sintoma, e mais do que isso, como consequência, porque isso afeta todas as demais atividades que a pessoa faz.
— O vício em tecnologia pode mascarar a depressão. Normalmente, a pessoa se sente mal por algum motivo externo e começa a se esconder nas redes sociais. O problema é que isso acaba virando um círculo, porque ela se isola ainda mais e se sente mais sozinha, e isso continua.
— Ao invés de serem felizes, elas querem mostrar que são. O mostrar passou a ser mais importante do que o viver ou fazer. Isso faz com que a pessoa tenha menos prazer em viver a vida.
— Para mim, há uma deturpação do que agrega valor à vida ou não. Mas isso é retroalimentado, porque, quanto mais eu mostro, mais os outros querem ver. As pessoas deixaram de desfrutar do momento para postar. E fica um buraco, uma falta de sentido, e os likes e comentários preenchem esse vazio. Aí, quando vem o vazio de novo, eu posto outra vez. A pessoa se torna extremamente dependente da opinião dos outros. A noção de felicidade é instantânea.

TEXTO 6 – ALGUMAS IMAGENS













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